Posts de Maio, 2009

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Chega Mais Perto

21/05/2009

Vem ficar comigo. Vem aqui juntinho e nunca mais saia de perto.

Não se distancie dos meus olhos. Há muita saudade no meu olhar.

Chega perto e aninhe-se em mim.

Saia destas páginas, pule na minha real e me abrace apertado.

Solte-se das minhas lembranças e venha fazer parte do meu presente. Junte-se a mim neste aqui. Vem agora.

Esquece que há outro mundo e faz de mim o teu tudo.

Vem ser tudo pra mim.

E devolva-me a luz, faz-me vibrar.

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O Dia Dos Meus Anos

18/05/2009

São 45 e não me abandona esta sensação que passei do meio e que não há tempo para recomeços.

São 45 motivos. Bons e maus motivos para prosseguir e os mesmos para parar.

E o inevitável giro na cabeça para olhar o que passou. O que faria se…? Não faria. Não teria feito diferente.

Se tivesse feito assim ou assado? Não importa, tudo ficou no passado!

Hoje sou resultado de todas as escolhas e não enfrentaria o “efeito borboleta” para mexer nelas.

Amanhã comemorarei. Erros, acertos, amores, perdas… Amanhã é como se fosse o dia de entrega de relatório de projeto. E nos dias dos meus anos sempre comemoro o resultado deste projeto.

Parabéns para mim!

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Os dias dos nossos anos

18/05/2009

O que comemoramos nos dias dos nossos anos: mais um ou menos um?

Mais um aceno neste longo adeus?

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Vaga-Lume

14/05/2009

Naquela escuridão absolutamente soturna os pontos de luz mais pareciam vaga-lumes voando preguiçosos, piscando em intervalos longos e sonolentos. Diante daqueles suspiros de luz a vida tentava ressugir. Pouco a pouco, como se ainda lhe sobrassem as preciosas horas que faltam a tantos.

Em alguns milésimos de segundos, intercalados por um interminável instante do mais palpável breu, a vida ressurgia e suspirava. Ela se agarrava àqueles ínfimos pontos de luz e sugava deles todo o ar que lhe era possível. Tentava permanecer viva quando sua vida outra vez caía naquele abismo cósmico. Mas sabia que, agarrando-se aos vaga-lumes, poderia voar e teria à sua volta luz e cor em intervalos regulares e salvadores.

Tentava, em vão, agarrar-se aos pontos intervalados de luz; escorregava sempre.

Mas, mesmo que mergulhada em trevas lúgubres, acreditava que um dia um vaga-lume a resgataria e nunca mais voltaria a submergir naquelas águas noturnas.

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Tempos Perdidos

12/05/2009

Já vivi tempo demais tentando parecer igual. Foram muitos anos de esforço para agradar e mostrar que eu pertencia àquele grupo.

Não tenho mais tempo para viver desagrados, não tenho tempo a perder.

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Olha Aí!

05/05/2009

O Meu Guri é como o seu; nada difere os Guris.

Em todos eles a imensa fragilidade e uma enorme dependência! Só não sabemos ao certo em que sentido segue esta dependência.

Ele é único. É o mais belo! E não poderá viver se o privarmos de nós.

Por muito tempo nosso Guri nos basta e nos acomete a estranha sensação de que nunca o bastaremos. Junto com nosso Guri nasce a culpa em nós, este sentimento de que nunca estamos fazendo o suficiente, o necessário.

Nosso Guri nunca cresce, tudo aprende e nada sabe. Precisamos estar sempre próximas para correr desabaladas em seu socorro. Nos nossos desejos mais internos ele sempre carece de nós. E nós careceremos dele durante toda nossa existência.

Nosso Guri é nosso marco, depois dele nada mais é como fora.

Carregaremos para sempre, marcada em nossa retina, a primeira imagem  do Guri, e ele jamais deixará de ser o que nos pareceu naquela primeira vez.

Nunca é tempo dele rebentar, mas, uma vez nascido, não mais saberemos como foi a vida sem ele.

Nosso Guri é sol, luz. Por mais trevas que seja, ele é fim de túnel e há sempre luz no final.

Nosso Guri é tudo e jamais deixará de sê-lo. É primeiro e único.

A ele tudo damos e nada pedimos, a sua existência é nosso presente. É nosso futuro!

Neste domingo, parabéns a todas que ousaram virar sua vida pelo avesso e trazer “Seus Guris” ao mundo.

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O Show Já Terminou

02/05/2009

Ah se lhe fosse dado o enorme prazer de sonhar! Se pudesse acreditar, mesmo que por segundos, que ainda há tempo para recomeçar! Se, ao abrir a janela, o mundo que vê lá fora pulasse para dentro dela e a enchesse de cores!

Quão cinzento seu mundo lhe parece!

Era como se a vida, pouco a pouco, sumisse de dentro dela. Como se o prazer a tivesse abandonado e não restasse planos a traçar. Nada mais a acreditar, ninguém a esperar.

Os lábios molhados de outrora, secara. Úmidos apenas seus olhos e o caminho que as lágrimas traçam em seu rosto magro e marcado. Marcas dos que por ela passaram. Dos que se foram e não ficaram e dos que jamais serão apagados.

Ela sente que desaprende a viver. Que desacredita mais e mais neste mundo que não a pertence. Um mundo que ela tentou imitar, mas que já não sobram-lhe forças para continuar tentando.

Fechem as cortinas, apaguem as luzes e…

Nada de aplausos.

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Outono da Matriarca

01/05/2009

Muitas vezes ela se sentia como uma árvore em pleno outono; seca e vazia.

Parecia-lhe que à sua volta muitas folhas ressequidas e marrons davam adeus à sua morada.

Algum néctar circulava em seu interior, disso ela tinha certeza! Como acessar aquele tanto de vida? A sua energia parecia que minguava e, à qualquer momento, a abandonaria.

Antes tão frondosa, tão sombra! Quantos reunia em sua amigável e aconchegante atmosfera!

E todas as folhas verdes que traziam ar renovado às suas fibras? Que saudade da vida que não mais a circulava!

Onde encontrar vontade de continuar árvore e vida? Como acessar o néctar que a faria prosseguir e outra vez florescer? Como acreditar que novos verões virão?

Era tanta saudade! Era tanta dor!