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SER OU NÃO SER

27/06/2009

 Hoje logo cedo, no auge das minhas questões absolutas sobre felicidade e farmacologia, me cai nas mãos Adélia Prado:

“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito….”

Busco a raiz desta alegria que, como piscar de vaga-lumes preguiçosos, já passou  por minha vida. Os vaga-lumes andam cada vez mais preguiçosos…

O que falta em mim? Agentes químicos?

O que sobra em mim? Pensamentos?

Busco encher meu tempo para não notar que sobra-me muito!

Sou uma condenada à contemplação e o mundo não é nada belo! Não há beleza neste pedaço contemplado!

Resta conformar-me; não fui diagramada para a felicidade.

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