Posts de Agosto, 2009

h1

Por que mulheres não compram cigarros?

27/08/2009

mulheres e cigarrosQuando eu era pequena escutava umas histórias intrigantes e cresci pensando nelas. Uma destas histórias era de pessoas que um dia inventavam uma desculpa qualquer, saíam de casa e desapareciam para sempre. Estranho não? A pessoa ficava farta da própria vida e tinha medo de reinventá-la junto com aquelas pessoas que estavam ao seu redor. Radicalizavam, mudavam tudo. Era parecido com morrer e reviver.

Observei que em todas as histórias contadas com este conteúdo o protagonista era homem. Fiquei a pensar no porquê desta estranha escolha que acomete os indivíduos do sexo masculino.

As mulheres sempre me pareceram mais angustiadas e questionadoras. Parecem querer mais do mundo e sempre estão insatisfeitas. Então por que não as mulheres? Por que não largam tudo, desconstroem de vez e partem definitivamente para o novo? Resignação?

Acho que a explicação está no fato de que, ao questionarmos, conseguimos transformar e isto nos faz reinventar, dia a dia, nossa vida.

Além disso mulheres são fábricas de seres e emoções. Só mulheres gestam, só mulheres parem. E isto faz com que nós sejamos mais firmes nos nossos laços, mais responsáveis com nossos afetos e conquistas.

Nós não nos reinventamos largando toda a nossa vida para trás (incluindo as pessoas). Esta vida já fez marcas dentro de nós e somos o resultado de tudo que escolhemos viver. Mesmo que resolvamos sair para comprar um cigarro e desapareçamos para sempre, carregaremos em nós as marcas da vida que pensamos ter deixado para trás.

É inútil tentar fugir desta verdade.

Eu jamais deixarei de ter dentro de mim uma cidade do interior. Jamais deixarei de ser Suzana Mércia Gomes Argollo, criada na pequena cidade de Itagi-Ba. Nunca, nem gostaria que acontecesse, deixarei de pertencer à familia que pertenço. Posso me reinventar, me reconstruir, mas não escaparei do que já percorri. Posso mudar meu destino, de profissão, de amor, até mesmo de time de futebol, mas continuarei carregando dentro de mim as marcas da vida vivida e os afetos que acumulei ao longo destes anos.

Mulheres são estranhas né? Mas confie, nós não saímos para comprar cigarros.

h1

Saladearte Cine Vivo

26/08/2009

saladearte

Tá próximo, muito próximo!

Serão duas salas de cinema no Shopping Paseo Itaigara e a programação será a mesma que você conta hoje no Circuito Saladearte.

Vivo

h1

Afrodite ou Atena?

21/08/2009

Atena, Hera e Afrodite

As marcas no meu rosto contam a história da minha vida. Muito caminhei e lutei para tê-las, apesar de ter tentado, com muito custo, não possuí-las.

Envelhecer não é fácil! Principalmente em nosso mundo ocidental onde a juventude e beleza prevalecem diante da experiência e sabedoria.

A qual deusa escolheremos adorar? Afrodite? Atena? Adorar a uma deusa não significa desprezar a outra, mas na prática nunca conseguimos distribuir igualitariamente nossas preces.

Recolher-se no seu templo interno e poder olhar confortavelmente à sua volta é um luxo que podemos conquistar. Um templo bem cuidado e acarinhado sempre nos aconchegará e nos dará a sensação de pertencer. Por acaso você nunca se olhou no espelho e teve o desconforto de perceber que aquele corpo não cabe em você? Ou você não cabe nele? Tipo: sai que ele não te pertence!

Cada marca na nossa pele pode nos parecer um sinal de decadência ou de força, tudo depende como encaramos as expriências e nosso processo de envelhecer.

Pode-se aprender a cada dia que somos grandes e capazes de fazer ao outro e a nós mesmos muito felizes.

Do que depende a felicidade? De um belo corpo, torneado e marombado? Um rosto angelical? Da compreensão de si e do mundo? Dos afetos que recebemos e distribuímos gratuitamente? Do prazer de uma conversa animada ou densa? O que você possui para ser feliz? O que você tem em si para ajudar os outros a serem felizes?

Pense em todas as suas habilidades e conquistas e perceberá o quanto possui de bagagem para distribuir consigo e com o outro!

Juventude é uma dádiva (passageira), experiência uma conquista que levará consigo até o final dos seus dias.

Quanto mais aprendemos, mais descobrimos que a felicidade está no simples, no primitivo, no mais intrínseco do nosso ser.

Como diz  Caetano:

Tempo Tempo Tempo Tempo 

Compositor de destinos, tambor de todos os ritmos 

Tempo Tempo Tempo Tempo entro num acordo contigo 

Tempo Tempo Tempo Tempo
h1

TIRED!

20/08/2009

Ai, tô cansada, muito cansada!

Cansada1

h1

A Sorte de Um Amor Tranquilo

18/08/2009

espelhoVocê sussurou palavras doces em meu ouvido

E eu vislumbrei uma vida serena

Você, meu encanto, chegando sorrateiro e me envolvendo em seus longos braços

Iríamos dar risada, nos olhar languidamente e guardar a libido para horas mais tardias

Sentaríamos a falar do dia e tomar café enquanto o tempo escorreria mansamente ao nosso redor

E nada seria surpresa!

Toda a previsibilidade da nossa vida ficaria estampada nessa conversa alegre

E a monotonia, a repetição dos atos simples e afetuosos nos tornaria apaziguados

E dia após dia construiríamos um amor calmo desta vida esperável

E tudo que buscaríamos no outro seria a certeza de encontrar

E nos espelhar

h1

Flor e Bela

18/08/2009

Há alguns dias escutei uma música que me fez pensar em um momento especial da minha vida: “é de um falso amor que eu preciso, que seja sem dor e me bajule o ego, não, não quero mais amores cegos prá não machucar o meu peito sofrido”.

E como os seres que não nasceram “feijão com arroz” trafegam seus pensamentos na velocidade da luz, rapidamente passei a Florbela Espanca e seu magistral “Mentiras”.

No enunciado deste belíssimo poema Florbela cita J. Dantas: “Ai quem me dera uma feliz mentira
que fosse uma verdade para mim!”

E encerra:

“um engano feliz vale bem mais
Que um desengano que nos custa tanto!

Quem me dera ser flor e bela e contentar-me com mentiras. Quem me dera a ilusão!

h1

O desafio do perdão

17/08/2009

Quidam

 Ontem, assistindo encantada ao espetáculo Quidam do Cirque du Soleil, fiquei a pensar nos desafios que nos propomos e nas superações.

Observando aqueles artistas, temos a sensação que não existe limite para o medo, a força, a elasticidade do corpo, o equilíbrio.

 

Pensamos que superação é apenas cometer atos que desafiam o nosso medo da morte. Realmente é desafiador saltar de paraquedas! Se pendurar naquelas cordas circenses, balançar e lançar seu corpo no vazio. É um desafio à lei da gravidade, é querer ir além do que nos julgamos capazes.

Quando traçamos metas e nos propomos a superar nossos limites, lutamos pelo resultado e sentimos uma imensa satisfação diante do resultado obtido: correr por dois minutos, correr uma maratona, bater o recorde mundial!

Já imaginou se lançar de bungee jump numa ponte há 140 metros de altura na Nova Zelândia? Arrepio só em pensar.

Mas existem superações menores e superações bem maiores!

Nem sempre a superação é física, às vezes não são os limites do corpo que estão sendo postos à prova.

perdãoJá pensou na enorme superação que significa o perdão? Junte todas as suas “verdades absolutas”, aquelas que você vive repetindo que sempre ou nunca faria. Imagina transgredir este pensamento e fazer diferente? E quando foi o outro que “obrigou-o” a reinventar suas verdades? Onde buscar respostas para acontecimentos da vida e o mais importante: onde achar o perdão?

Perdoar é um enorme ato de superação! Falo do verdadeiro perdão, aquele que compreende, aceita e, acima de tudo, esquece!

O que pode nos levar a transgredir valores tão arraigados e aceitar o que jamais julgamos possível? O amor! Mas falo do amor puro e verdadeiro, aquele amor que temos dentro de nós e que aceita o ser humano e é capaz de compreender alguns erros (veja só, alguns). O amor que é capaz de mudanças mágicas! O amor que faz de você um ser humano muito mais inteiro. Um ser humano capaz de sempre poder superar seus limites!

h1

Todo Sentimento

14/08/2009

Engraçado como temos dificuldade em aceitar o final de um relacionamento. Tudo bem, é legítima a dor da perda, o luto! Mas temos uma sensação de que perdemos o amor e nisto estamos enganados. O amor é nosso e nós ofertamos ao outro, no momento do fim precisamos recolher este amor de volta para nós para que possamos doá-lo a um outro alguém.

Como diz Chico Buarque na música Todo Sentimento”:

Todo sentimento1

“Que recolhe todo sentimento
E bota no corpo uma outra vez.”

O processo de recolher este sentimento e gestar um novo amor pode ser breve ou longo. Depende da forma como encaramos o luto e de como nos abrimos para o novo.

O amor nunca mais será o mesmo. Poderá ser melhor ou pior, mas nunca igual!

Que consigamos amadurecer com nossas dores e gestar sentimentos cada vez mais nobres. E que nossos lutos durem apenas o suficiente: nunca menos (para que as relações não fiquem mal resolvidas) e nunca mais (para que possamos recomeçar e reencontar a alegria de partilhar).

As oportunidades estão à nossa volta, que saibamos abrir os olhos para elas.

h1

Nosso tempo é hoje!

13/08/2009

SOS

Ontem passei a tarde numa emergência de hospital. Como estava lotada (inclusive de pessoas usando máscaras), tive muito tempo para observar os acontecimentos à minha volta.

O local estava tão cheio que não havia lugar para todos sentarem. Ficamos um tempo do lado de fora, além de respirar melhor, podia me acomodar num lugar um pouco menos desconfortável.

Gosto de ver as pessoas e imaginar a vida escondida atrás daqueles rostos e corpos. Pessoas que chegavam apressadas, crianças desfalecidas no colo das mães, outras saltitantes que mal pareciam adoentadas, ambulâncias que traziam pessoas em estado grave e famílias tensas.

Um carro chegou numa velocidade muito alta para aquele local apertado e cheio de gente. Buzinou para que saíssem da frente. Minha primeira reação foi criticá-lo, mas fui calada pela pressa com que o motorista desceu do veículo, pegou uma maca e, rapidamente, contando com a ajuda de enferemeiros, retirou uma pessoa que parecia em estado bem grave de dentro do carro. A família corria de um lado para outro e, aos poucos, outros foram chegando e se juntando àquele grupo. Imaginei que o estado da pessoa havia piorado e que a família se reunião naquele, talvez, último momento.

Fiquei a indagar a vida e a morte. Quase não vi seis horas se passando, tão absorta estava nos meus questionamentos à respeito da fragilidade do ser humano.

É tudo tão breve e fugaz que muitas vezes não temos tempo de viver o que planejamos e, muito mais grave, dizer o que queremos. Já pensou quantas palavras existem presas em sua garganta e quantas pessoas gostariam de ouvi-las? Pensou na possibilidade de não poder dizer as palavras que quer? Pensou que podem sobrar palavras e faltar a pessoa a quem elas deveriam ser endereçadas?

Aproveite e diga agora tudo que tem para dizer. Seu tempo é hoje!

Aproveite também para repensar escolhas, buscar outras possibilidades, acreditar que nunca é tarde para recomeçar.

Como pergunta Moska:

“Meu amor o que você faria?
Se só te restasse um dia”

Faça, corra, faça agora! Viva como se hoje fosse seu último dia!

h1

Cine XIV, o retorno!

10/08/2009

Saladearte

 

Para todos que questionam o fechamento do Cine XIV e a improvável abertura dos cines do Paseo, tenho excelentes notícias:

 

- Duas salas no Paseo serão inauguradas no final de agosto/09. As obras de acabamento estão em ritmo acelerado e as salas serão patrocinadas pela operadora de telefonia móvel Vivo.

Cine XIV

 

- O Cine XIV enfim será reaberto. A data de inauguração será entre 1 e 7 de setembro de 2009.

 

Sei que esta é uma excelente notícia para todos que prestigiam o maravilhoso circuito SALADEARTE.

A programação será a mesma velha conhecida de todos vocês, com filmes de excelente qualidade.

Aguardem, está muito próximo!