Arquivo da categoria ‘Estranhos são os outros’

h1

Tudo em volta é só tristeza…

04/10/2011

Tudo em volta é caos e escuridão. Tristeza só!

Por isso não venha com sua dor, não há espaço para ela.

Mais uma vez sozinha… Escolhera viver só, afastava-se das pessoas para não viciar nelas. Nunca as procurava, mas vez ou outra alguns desavisados apareciam ou pelo menos tentavam aparecer e permanecer na sua vida.

Nunca olhava nos olhos, um olhar poderia aprisioná-la, além de doar muito de si quando fitava. Muita verdade transbordava dos seus olhos arredios.

Convivia durante a semana. Esforçava-se para parecer normal e convencia. Nos finais de semana enclausurava-se na sua torre caótica. Por isso era tão fissurada em torres e loucos… Era a própria representação dela. Ela, a Ismália da torre de Alphonsus.

O final de semana passava arrastado entre sono, sonhos e delícias calóricas. Empaturrava-se para não enxergar o seu vazio.

Arredia, muitas vezes desligava telefones e nem luzes acendia; era como se não estivesse ali. E estava! Inteira, soterrada! Quando permanecia de alguma forma conectada ao exterior, como que pedindo socorro, assustava-se com o toque neurótico do telefone. Olhava para o aparelho com o toque estridente decidindo se iria atendê-lo e, caso atendesse, qual desculpa daria para manter-se intacta na torre, sem a contaminação da pseudo alegria dos jovens barulhentos e embriagados.

Detestava a alegria desmedida e a felicidade a qualquer preço. Por ela, nada pagava. Já pagou caro e convenceu-se que ela não há.

Em finais de semana de euforia (a este nome dava a sensação de poder levantar-se, banhar-se e vestir-se), calçava tênis (odeia tênis e amarrar cadarços) e tentava encarar os dias ensolarados da cidade que escolheram para ela.

Munia-se de enormes óculos escuros, a luminosidade nocauteava-a,  era impossível abrir os olhos sem a proteção de lentes muito escuras.

Andava a esmo por horas a fio buscando a exaustão. Nestas horas, muito mais do que suas pernas, seu cérebro funcionava a mil. Tudo via e sobre tudo refletia. Paisagens desoladas e pessoas patéticas. As pessoas são realmente patéticas quando olhadas de perto, principalmente quando não sabem que são observadas, quando não representam o papel de agradar ou, como alguns jovens rebeldes, desagradar.

Tentava olhar a cidade por algum ângulo nunca dantes observado. Tentava capturar algo de belo para reter nas suas retinas e levar como companhia por alguns dias em que arrastaria-se nauseabunda.

Nada ao redor encantava-a e sabia que mesmo viajando quilômetros, conhecendo os mais diversos países, culturas e seres, jamais seria surpreendida por um fascínio qualquer. Pobre humanidade! As pessoas… Tão demasiado humanas!

Atravessava o sem sentido da vida sem os porres dos artistas e a contemplação dos filósofos. Sabia-se só. Uma ermitã na multidão das grandes cidades. Vivia para ver o correr dos ponteiros, esperando que acelerassem.

Adora o início do horário de verão, quando os relógios são adiantados em uma hora, deprimia-se com o fim dele. Uma hora a mais era muito para suportar no insuportável do existir.

Em raríssimas ocasiões torceu para que as horas passassem lentamente. Talvez apenas nos momentos em que precisava cumprir uma tarefa mais longa do que o tempo disponível. Decepcionava-se quando olhava o relógio e descobria que o tempo decorrido era menor do que imaginava. Adorava acordar e perceber que tinha dormido muito, que muito tempo havia passado. Nem quando ainda muito jovem, achava dormir uma perda de tempo. Este era o melhor momento da vida, era quando o relógio saltava, nestes momentos em que ensaiava a morte.

Nada esperava, nem mesmo a morte. Apesar de deprimida, jamais seria uma suicida, nem mesmo a morte causava-lhe alguma expectativa. Não a ansiava e nem a temia…

E nem venha com suas teorias do amor como sentido para a vida. Ela já tentara! Ah, tentara muitas vezes! Jamais foi arrebatada por uma paixão que fizesse tudo isso valer a pena.

Sem esperança, anseio ou desejos. Vivia apenas. Como a esperar o dia em que fecharia os olhos e nunca mais voltaria a abri-los.

h1

Meu Querido Diário Público e Privado

21/03/2011

Eu me escondo aqui neste lugar como se você nunca fosse me ver. Como se eu nunca fosse ser vista.

Escrevo tudo isso para mim e, cada texto, endereço para alguém que imagino que nunca lerá.

Escrevo um blog como se fizesse sexo num local público. Morrendo de medo de ser descoberta, mas ao mesmo tempo deliciando-me com o perigo! Puro prazer este diário público me trás.

Dou a cara prá bater, solto minha voz e coração porque me imagino escondida e anônima.

Este é meu cantinho pessoal, mas sinto aquele friozinho na barriga cada vez que imagino que você (cada você a quem endereço um post) pode estacionar seus olhos por aqui. É tudo muito íntimo e pessoal, tudo muito meu para que “você” fique sabendo.

h1

Macho, Pero No Mucho!

02/12/2010

Hoje ouvi um comentário de Regina Navarro Lins na Rádio Metrópole. Ela comentava sobre um relato de um cliente que falava sobre as dificuldades que enfrenta nos relacionamentos afetivos. Quer ter um relacionamebnto sério mas não consegue namorar firme e não por falta de interesse das mulheres, ele é bonito, interessante e atrai o público feminino, mas vive num dilema: se a mulher vai para a cama no primeiro encontro ele não quer mais, acha que ela é fácil e transa com todos. Se a mulher não vai para a cama, também não quer mais, afinal, depois de tantos beijos e abraços, dormir sem transar porque a mulher negou o sexo não lhe interessa.

Que dilema! Alguns anos atrás este homem não sofreria com este tipo de problema, todos sabiam qual papel desempenhar, o que se esperava de uma mulher para transar e uma mulher para casar. Hoje estamos em plena transformação e nada disto nos satisfaz. Não sabemos muito bem o que queremos e nem que personagem devemos representar.

Ao homem são feitas muitas exigências: tem que ser forte, provedor, não chorar, não se emocionar, jamais broxar… Os homens são muito cobrados e tentam representar o papel de forte a vida inteira. Os que conseguiram se libertar destas demandas, conseguem se emocionar, expressar sentimentos e ficam muito mais próximos da realidade.

Conheci diversos exemplares masculinos que passam a vida querendo mostrar ao mundo que são muito machos. Machos da forma como o mundo machista espera. Que ilusão! Os mais machos não eram tão machos assim!

O que dizer de um homem que nunca chora, faz pose de provedor, não aceita que uma mulher pague sua conta, tem dificuldade em expressar sentimentos, sai por aí com o primeiro rabo de saia que aparece mas que também se emociona e perde a razão por mulheres digamos asssim… não tão mulheres?

Quantos homens vivem duplamente a vida? Fazem pose de macho cheios de preconceitos e se deliciam na net ou no mundo marginal com meninos afeminados, ou não tão afeminados assim? Quantos se deslumbram e se desconstroem diante do corpo exagerado dos travestis? O que estas mulheres de pau têm que enlouquece tantos homens? Pau, claro! Afinal esta é a única diferença entre uma mulher e um travesti. Se um homem procura um travesti, ele procura um pau. Será uma homossexualidade reprimida? Seria muito fácil se a resposta fosse esta. Mas a resposta pode ser esta, como podem ser também muitas outras. O mundo das fantasias, das possibilidades, das taras sexuais é infinito e estamos muito distantes de entendê-lo totalmente.

Diante de tantos desvios que a sexualidade nos apresenta, é no mínimo infantil, a reação da ex-esposa de Gerson (novela Passione) à sua tara por sexo imundo. O que imundo mesmo?

Acho que nasci num mundo novo demais, um mundo que ainda tem muito a descobrir.

Gosto de verdades e adoraria que um dia as pessoas pudessem viver conforme seus anseios.

Para mim tudo pode ser possível, desde que o outro envolvido permita. O que não é permitido é algo tipo pedofilia, quando o outro é subjugado.

O que é bom, ruim, certo ou errado? Para mim, o certo e bom é o que não prejudica a mim nem ao outro. Sou responsável com o outro.

Eu que pensava que as mulheres são muito cobradas neste mundo atual, percebo que a tarefa atribuída aos homens é ainda muito mais penosa.

Nesta fase de questionamentos e mudanças radicais, muitos homens estão abrindo mão da masculinidade e escapulindo para um mundo contrário, da homossexualidade. Para eles macho tem que assumir todos os papéis impostos. Uma vez que não estão aptos a representá-los, abandonam este mundo e partem para outras escolhas.

Mundo complicadinho este atual! Muito a dar, pouquíssimo a receber!

Fico pensando nesta conta deficitária e me pergunto: quem está levando a melhor?

h1

Down não é down

02/06/2010

Hoje, bem cedinho, dei passagem a algumas pessoas na rua e uma me agradeceu alegremente. Além do gesto de agradecimento, recebi tchauzinho demorado, acompanhado de largo sorriso.

Era uma mulher adulta e com síndrome de Down.

Pensei: onde perdemos a espontaneidade infantil que nos fazia ajoelhar no banco de trás do carro e ficar dando tchauzinho a quem vinha atrás? Gestos, sorrisos… Para onde foram?

Por que amadurecer é endurecer? Não podemos mais ter gestos largos. Sejamos comedidos. Tal comportamento é coisa de criança, arrebatamentos são para jovens. Roupas curtas? Só até 30 anos e se a boa forma permitir. E quando um adulto ousa ser muito brincalhão dizemos que vive representando um personagem.

Quem será mesmo que representa personagens?

Por isso prefiro, às vezes, ser inadequada. Mas confesso: também sou enquadrada.

h1

Mary e Max – Um filme sobre diferentes

06/05/2010

A animação “Mary e Max – Uma Amizade Diferente” do premiado diretor australiano Adam Elliot surpreende por sua forma singela e muitas vezes engraçada em abordar temas profundos e doloridos.

Adam Elliot, diretor de curtas de animação muito conhecido por aficcionados no gênero, usou sua própria história para escrever o roteiro desta belíssima animação que fala sobre amizade, diferenças, solidão, autismo, obesidade, amor e outros tantos temas que nos são tão conhecidos, mesmo que façamos parte do grupo dos “normais”.

O filme conta a história de Mary (menina australiana que no começo do filme tem 8 anos) e  Max (judeu quarentão que mora em Nova Iorque) através da sua longa amizade que se dá pela troca de cartas e presentes. Em tempos de internet e comunicação instantânea é estranho observamos pessoas escrevendo cartas e esperando dias por respostas. Assim Mary e Max passam dias e contam suas vidas e experiências.

Max tem Síndrome de Asperger, é obeso, solitário e estranho ao mundo que também não consegue decifrar. Mary é solitária, sonhadora, tem uma família estranha, sofre bulling e tem muitas perguntas na sua cabecinha infantil.

Além do filme nos fazer pensar nas diferenças que não conseguimos conviver, nos faz refletir também sobre nossas estranhezas e no quanto existe de singular e interessante nas pequenas coisas que nos rodeiam, detalhes que muitas vezes passam despercebidos. Tudo é poeticamente vivido e mostrado no filme.

Pessoas a quem falta muito, principalmente uma amizade, costumam perceber cada detalhe do mundo que as cerca.

Este filme singular mostra o quanto de extraordinário pode haver no ordinário do cotidiano.

h1

A Vida Real

30/09/2009

Eu quero meu castelinho de fadas.

Não, por favor, não me deixe aqui fora solta no mundo.

Solta, só e olhando as feras

Aqui está cheio delas

E são tão perigosas

Não, por favor, deixe-me voltar ao meu castelinho

Não tenho forças para enfrentar feras

Não dê-me espelhos

Não dê-me sinais

Não me deixe intuir

Não quero enxergar as feras

Sequer saber que elas existem

As minhas, espantando-me

As suas, machucando-me

O mundo repleto delas e eu aterrorizada com esta revelação

Deixe-me só, para sempre só

Protegida no meu castelinho de fadas

a pensar que “0 mundo é perfeito e todas as pessoas são felizes”

ou seria: todas as pessoas são perfeitas e o mundo é feliz?

Proteja-me Deus!

Faz-me esquecer estas 8 horas em claro

Lúcida

Louca

Retira-me estas 8 horas e suas vis revelações

Vis constatações

MINHAS VIS CONSTATAÇÕES

Agora não dá mais para voltar

Sair do castelinho de fadas é como comer a maçã e deixar o paraíso

e se esconder com uma folha de parreira

esconder seu sexo

esconder suas taras

esconder sua escondida sexualidade

E passar o resto dos dias lutando contra as feras

Todas aquelas que devoram os meus dejesos

Todas aquelas que devoram o seu desejo, que o fazem sucumbir!

Sucumbimos sempre!

Não tenho mais meu castelinho de fadas, ele desmoronou!

E agora, onde vou me acolher?

E agora, como continuar acreditando  no outro?

Na sanidade?

Como acreditar num mundo sem desvios?

Como acreditar que, fora do castelinho de fadas, há vida em abundância?

h1

Me arrebatou!

27/07/2009

Não resisti! Já marquei test drive!

Breve estarei desfilando nesta “LINDEZA”!

h1

O novo Soul da Kia

25/07/2009

Kia Soul

A  PAI  XO  NEI !!!!!!!!!!!

Quero um…………

h1

Endless Love

20/04/2009

Minha era como ele a chamava. Tão dele! Queria-a só para si.

Ele era jovem, tímido, inteligente e virgem.

Sua Minha era jovem, mas não tanto quanto ele, e totalmente entregue à vida e aos prazeres por ela proporcionados.

Uma jovial e reluzente estudante de arquitetura. A mais bela da sala, a mais linda de toda a faculdade!

A história deles foi sendo construída lentamente. Minha entrara na sua vida de forma tão inesperada que, no início, ele se esforçou para dela nada esperar. Muito cheia de vida e energia aquela iluminada e roliça garota.

Mas ela foi se chegando de mansinho e quebrando a sua timidez. Minha era direta e deixava-o rubro muitas vezes. Mas fazia-o de forma tão encantadora que ele apenas admirava!

Um dia, Minha, ainda não totalmente dele, acordou-o com gritos e balanços felizes; ela trazia uma notícia muito aguardada: ele agora era universitário do curso de Engenharia Química da Universidade Federal da Bahia! Sua Minha ali, debruçada sobre ele, olhos quase saltando de tão satisfeitos, falava numa velocidade  que seu cérebro sonolento não conseguia captar. Mas fingia entender e ia admirando aquela beleza que jorrava, borbulhava, transbordava da sua Minha. Enfim entendeu e se entregou àquela onda de alegria. Não sabia se sua felicidade era maior porque havia vencido uma difícil batalha ou porque sua Minha era a mensageira da boa notícia.

A vida foi seguindo e o jovem enamorado foi se enchendo de paixão pela alegre Minha. Sua Minha vivia dentro e acima desle. Sim, ela era sua vizinha do andar imediatamente superior. Amiga de todos naquele espaço, possuía trânsito livre na sua casa e no seu coração. Minha foi ocupando espaços e trouxe vida e alegria ao seu dia-a-dia.

Aquele primeiro amor desvirginou-o. Seu corpo e coração foram entregues àquela vibrante aspirante a arquiteta.

Às vezes era totalmente dele, outras escorregava e ia viver amores nos quais, com certeza, ela não acreditava. Mas, certamente,  precisava fugir dele e daquele amor sem fim! Mas não fazia-o de forma consciente; Minha, provavelmente, não se deixava dar conta do tamanho daquele amor.

Entre idas, vindas, brigas e emoções, passaram-se os anos.

Minha abrigou seu inquieto e inseguro coração em ninho que julgava mais firme. Que boba a Minha dele! O que existe de mais firme que um amor sem fim?

Ele jamais perdoou-a por não ter participado da coroação do seu sucesso. Ela, que havia sido mensageira da primeira vitória, não participou do ápice da coroação.

Não deixou-a falar, afastou-a da sua vida e foi viver muito longe da sua Minha e do seu imenso amor.

Muito se passou…

“Amores” foram construídos e destruídos e nunca mais olhou outra vez nos olhos do seu amor.

Hoje, a quem pertencerá a sua Minha?

h1

O Maior Amor do Mundo

08/04/2009

Ele chegou cedo e ela era muito jovem para percebê-lo. Tão linda, tão frágil, tão jovem! Necessitava visceralmente dele e sequer se dava conta. Não o olhou nos olhos, aliás, não notou a sua presença.

Vinha de uma perda recente e não acreditava que ele chegaria algum dia. Será que acreditava na sua existência?

Mas… Será que alguém é tão jovem que não reconheça o amor? Claro que não! Ela era, não apenas jovem, cética! Sim, muito jovem, muito linda, muito só e cética!

Ele veio embalado num pacote pequeno, bonito e de riso franco. Esta embalagem acompanhou-a parte da sua vida e ainda a acompanha, agora apenas em suas mais doces recordações.

Minho era como ela o chamava. Tão jovem, tão puro, tão virgem! Tão dela, totalmente impregnado em seu ser.

Mas ela era cética, não se esqueça.

 Foi num festivo e ensolarado dia interiorano que ela o conheceu: branquinho, baixinho, dentes grandes e riso enorme. Era ele o primo que ela tanto ouvira falar? Sim, era ele. Ele pareceu-lhe tão normal, tão comum! Mas por que nunca saiu da sua memória a primeira vez que o viu? Se foi tão comum, por que pode agora fechar os olhos e enxergar o mesmo rosto de remotos anos 80? Que menina boba! Não percebeu! Demorou décadas para enxergar que ali estava o amor da sua vida. 

Passaram dias carnavalescos como amigos. Existia outro e ela se dizia apaixonada.

Ao término daquele carnaval interiorano, voltaram juntos e sozinhos. Ela dormiu em seu ombro e ele cuidou dela. Nunca cuidaram dela daquela forma, com tamanho aconchego.

Ao regressarem já não eram mais os mesmos. O flerte prosseguia gostoso e crescente. Mas existia outro e ela se dizia apaixonada.

Um dia ela se tornou mulher nos braços do outro, que pensava apaixonada. Falou para ele. Por que falou? Porque já não podia mais viver sem ele e sem o seu olhar. Deve ter doído nele, deve ter doído demais! Mas ele se fez amigo e forte e prosseguiram quase amigos, quase amores.

O flerte cresceu e na contramão do outro, aquele que ela se dizia apaixonada, Minho tomou o seu lugar. Mas não foi assim tão fácil e simples. Ela se sentia apaixonada e fechou seu coração para o amor. O amor que estava ali, ao seu lado.

Quando estava com Minho sentia vontade que o mundo parasse. Quando não estava com ele, fechava os olhos e sentia uma imensa alegria invadir sua alma. Era feliz apenas porque Minho existia e era dela e ela dele. Mas, mesmo assim, não acreditou que fosse amor.

Viveram algum tempo juntos. Tempos felizes demais! Ela, muito jovem, imaginava que assim era vida. O normal era ser feliz, portanto aquele sentimento não era originário do amor. Que boba!

Queria-o demais, mais tinha-o tão para si que não se dava conta do quanto ele era importante, fundamental!

Minho encheu os seus dias de alegria e o seu corpo de vida. Vida que não prosseguiu.

Deixou-o escorrer pela vida.

Foi viver outros amores. Pseudo amores.

Depois de muito tentar e pouco sentir, foi invadida, tomada por uma certeza: ela o amava profundamente!

Nunca mais sentiu aquela paz que sentia ao lado dele. Nunca mais desejou um homem como desejou o seu Minho. E a tal felicidade, que ela achava que era ingrediente da vida, minguou. Nenhum homem a fez sentir o que seu Minho, apenas com um olhar, fazia.

Minho agora está guardado na sua caixinha verde amarelada (ou amarela esverdeada?) junto com as demais recordações da sua vida. Mas ela sabe que ele está totalmente apartado de todas as outras. Minho é único!

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.