Arquivo da categoria ‘Fazer o que?!?’

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Salvem Salvador

25/05/2012

Salvador é uma cidade sequelada; sequelas de 8 anos de um governo municipal inoperante e completamente incompetente.

Sofre também com a total falta de investimento em infraestrutura, que não tem acompanhado o crescimento da renda da população. São muitos carros na rua e pouca rua para tantos novos veículos que são despejados diariamente.

O trânsito de Salvador é um dos piores do país. Quem conhece São Paulo chega a dizer que aqui é muito pior; concordo!

Buracos nas ruas, lixo espalhado, orla destruída, feia e perigosa, aumento no  índice de violência e moradores num crescente processo de falta de educação e cidadania.

E ainda dizem que a Bahia é a terra da alegria! Na verdade, Salvador é uma cidade devastada pela alegria. Sim, esta pseudo felicidade obrigatória nos destrói.

Agora uma greve de ônibus que paralisa a cidade e faz com que a economia puxe o freio. Para que tudo fique ainda muito pior, afinal de contas Murphy não criou uma lei à toa, chove torrencialmente há uma semana. Aí sim, a cidade vira um verdadeiro caos!!! Buracos que ficam escondidos pelas águas que inundam ruas e avenidas, trânsito parado, pessoas querendo circular e impossibilitadas por toda essa pasmaceira.

Na tv, cena de crianças nadando nas águas imundas dos alagamentos. Verdade, nadando, como se estivessem atravessando um rio caudaloso. Também na tv, estações de ônibus praticamente vazias e alguns teimosos usuários reclamando de… buracos, chuva, trânsito, falta de ônibus e de respeito.

Tá complicado! Já gostei demais desta cidade, chegava a sentir uma alegria invadir meu peito quando retornava de viagens longas ou curtas. Hoje confesso que moro aqui por total falta de opção. Fiz minha vida aqui, meu trabalho, minha empresa, amigos e família. Não é fácil largar tudo e tentar vida nova aos 48 anos. Mas juro que se tivesse oportunidade iria embora imediatamente.

Salvador não é a cidade adequada ao meu perfil e estilo de vida, nasci na cidade errada. Deve ser delicioso quando a cidade nos acolhe, quando as opções oferecidas e o modo de viver combinam com nossos anseios e crenças. Aqui tudo parece muito diferente de mim.

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A Fé Costuma Faiá

25/04/2012
“Se Deus é bom e onipotente, não poderia haver mal sobre a Terra; havendo, ou Deus não quer acabar com o mal -e não é benevolente-, ou não pode fazê-lo -e não é onipotente.”

Sempre tive dificuldade com a fé em Deus ou qualquer outro tipo de crença que me leve ao inexplicável. É preciso ser visto ou, no mínimo, possuir explicação lógica e convicente.

Juro que busquei explicações! Frequentei e tentei inteirar-me de diversas religiões, li e refleti muito, mas nada consegui. Nenhum argumento conseguiu convencer-me e segui no agnosticismo.

Interessante como os que se dizem muito crentes nos enxergam como degenerados e tentam nos convencer do contrário. Falam como se nossa falta de fé fosse uma opção ideológica. Entendam: não crer não é bandeira a ser empunhada, é uma dificuldade, ou melhor, uma impossibilidade. Os mesmos mecanismos intelectuais que levam alguém a crer, levam outros a desacreditarem.

E devo reconhecer; conheço poucas pessoas “cristãs” como eu. Preocupo-me verdadeiramente com o outro e exerço isto no meu dia a dia.

Acho que a fé em um ser (ou seres) superior vem da nossa incapacidade de reconhecer a falta de sentido da vida e a finitude. É muito duro imaginar que tudo acabará aqui e nunca mais seremos um ser da forma como nos reconhecemos hoje. Como disse Dr. Drauzio Varella em um excelente texto sobre intolerância religiosa na Folha de São Paulo: “A possibilidade de que a última batida do coração decrete o fim do espetáculo é aterradora”.

Não é fácil não crer. É muito duro ser materialista e existencialista. É realmente aterrador imaginar que não há o menor sentido nisso tudo e que logo acabará. E acabará para sempre. Para o infinito.

Complicado também é tomarmos as rédeas da nossa vida e assumirmos que somos o maestro dela. Bem mais confortável deitar em berço esplêndido e culpar o outro, mesmo que este outro seja o Deus, ou alguém agindo em nome dele, ou em nome do demônio, pelas nossas mazelas e dores.

A humanidade já sofreu duro golpe quando Freu descobriu o inconsciente e jogou em nossa cara que não somos os senhores da razão. Que dentro de nós batalhas são travadas e que nem sempre, ou quase nunca, é fácil controlá-las. Se Darwin já havia jogado por terra nossos ídolos religiosos, Freud veio e deu o tiro de misericórdia no nosso narcisismo.

Não quero e jamais pretendi demover alguém da sua fé. Respeito e admiro os muito crentes.

Importante vivermos respeitosamente, amigavel e amavelmente. Se alguns fazem for fé e temor a Deus, ótimo! Eu faço por amor à humanidade.

 

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Incapaz

25/11/2011

Tenho três sérias incapacidades: ler lábios, abrir cofres com segredo (mesmo sabendo o segredo) e crer no que não posso provar.

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Existirmos: a que será que se destina?

20/11/2011

Há sempre uma lembrança, um sorriso, uma lágrima. Sempre uma saudade, um por quê, um questionamento.

Onde havia tanta vida, alegria e aparente saúde, a morte não parece cair bem.

A morte não manda aviso nem condolências.

Aproveite cada minutinho dos seus e não poupe-os do seu amor. Celebre a sua vida e viva seus sonhos, não deixe para depois, não desista, tudo é muito rápido.

“Existirmos: a que será que se destina?”

Viemos para nada, vivemos por nada e partiremos para o nada. Não há sentido a existência. Pare de procurá-lo em cada gesto.

Viva apenas, nada mais.

A morte pegou-me despreparada, será que há preparação para ela?

O que é melhor: vivermos alheios a sua inevitável visita ou nos conscientizarmos que ela chegará, vivendo cada dia como se o último fosse? Será que somos capazes disso?

Para sempre estarás em minhas lembranças, bom que são lembranças alegres, de quem festejou a vida e nunca teve receio de mostrar o que de melhor (e de pior) existia dentro de si.

Adeus, até logo.

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Porque é primavera.

08/11/2011

 

 

 

 

Eita delícia!!!!!!!!! Hoje não saio de casa tão cedo! Cidade alagada, trânsito travado…

Eu amo tudo isso!

 

 

 

 

 

 

 

 

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Eu finjo ter paciência.

09/10/2011

“Será que temos esse tempo
Para perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara…”

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Morreu Jobs

05/10/2011

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Suze com E

16/09/2011

Meu nome pendurado em mim para reforçar minha identidade, para saber quem sou e o que restou em mim de quem fui.

Um “Suze com E” para pontuar minhas diferenças e gritar ao mundo a minha autenticidade.

Para que eu me veja inteira nas minhas escolhas e entenda-as.

Retornar, voltar o vídeo ao início. Rever decisões, mudanças de rotas…

Não tenho como voltar atrás, tudo que vivi foi real. É uma pena que não tenha sido um ensaio, um protótipo. Uma pena que eu não possa inverter a linha do tempo e buscar o que deixei inacabado em alguma dobra do tempo. Se vivemos tudo o tempo todo, em algum lugar ainda vivo com você, ainda tenho você comigo.

Preciso saber quais sentimentos emergirão quando estivermos frente a frente. O que retornará, o que não terá retorno e o que surgirá de novo.

Esperando por você, mas como nunca fiz pose de princesa presa no alto da torre esperando por seu príncipe encantado, sigo tocando em frente.

 

 

 

 

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Nada Será Como Antes

08/08/2011

Hoje tô meio assim… um pedaço aqui, outro ali, tentando juntá-los prá ver se dá um inteiro, uma pessoa inteira.

Cansada, desesperançosa, pensando na finitude, no sem sentido da vida. Na correria, nos amores e nas perdas. Pra que tudo isso? Pra que se vai acabar?

Não me venha com fé ou religião, não me fale no seu Deus ou nas várias vidas que ainda podemos viver. Pena, mas não acredito! Sofro por não acreditar, sofro por querer ser eterna, não perder os que amo. Sofro porque é inevitável, porque sofremos de uma doença incuráel: a velhice! Sofro porque o fim é próximo e não teremos mais o que conhecemos.

Imagine uma vida onde as pessoas não envelhecem e lá um dia aparece alguém que começa a perder o viço, a elaticidade da pele, a enrugar, encolher, ficar com menos energia e com doenças esquisitas. Seria terrível né? Todas as televisões mostrando a monstruosidade da doença e do ser acometido por ela. É assim que enxergo o envelhecer, uma monstruosidade. E você será este monstro, o único requisito para que isto aconteça é o passar dos dias. Veja as fotos das pessoas quando crianças, jovens e velhas… Uma doença perversa né? Não nos engane, você também acha isso!

Mais maturidade e reflexão? De que adianta tudo isso? Soframos com o fato de que envelhcer é dolorido. É inevitável e todos passamos por isso, mas é monstruoso!

Sim, não tente se enganar criando refúgios de felicidade com pílulas milagrosas que farão você pseudo feliz! Você vai envelhcer, vai perder entes queridos e perderá a todos quando morrer.

E iremos morrer, todos!

Sofra com esta verdade, com sua finitude, sua incapacidade de mudar este destino. Sofra com o nada que virá após.

SOFRA!

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Tempo, tempo, tempo, tempo…

08/08/2011

Quem é você que não reconheço?

De onde vem esta imagem refletida no meu espelho?

Espelho, espelho meu, diz-me: para onde foi a garota mais bonita do que eu?

Não me identifico na identidade.

Nem mais identificada estou.

Sobra-me dureza no olhar maduro.

Falta-me viço na pele e brilho nos olhos.

Para onde foi a jovem que estava aqui?

Não me engane: o gato não comeu!

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