Arquivo da categoria ‘Mais Estranho Que A Ficção.’

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Meu Querido Diário Público e Privado

21/03/2011

Eu me escondo aqui neste lugar como se você nunca fosse me ver. Como se eu nunca fosse ser vista.

Escrevo tudo isso para mim e, cada texto, endereço para alguém que imagino que nunca lerá.

Escrevo um blog como se fizesse sexo num local público. Morrendo de medo de ser descoberta, mas ao mesmo tempo deliciando-me com o perigo! Puro prazer este diário público me trás.

Dou a cara prá bater, solto minha voz e coração porque me imagino escondida e anônima.

Este é meu cantinho pessoal, mas sinto aquele friozinho na barriga cada vez que imagino que você (cada você a quem endereço um post) pode estacionar seus olhos por aqui. É tudo muito íntimo e pessoal, tudo muito meu para que “você” fique sabendo.

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SER OU NÃO SER

26/07/2009

HamletOntem fui ver Hamlet. A adaptação com Wagner Moura e mais um elenco de primeiríssima!

Valeu pelo excelente elenco! O trabalho de corpo de Wagner Moura é surpreendente! Ele incorpora o personagem com muita autenticidade e nos faz viajar na loucura vingativa do príncipe da Dinamarca.

Mas tenho uma queixa: 3 horas e meia de espetáculo… Não tem Shakespeare que aguente!

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O Show Já Terminou

02/05/2009

Ah se lhe fosse dado o enorme prazer de sonhar! Se pudesse acreditar, mesmo que por segundos, que ainda há tempo para recomeçar! Se, ao abrir a janela, o mundo que vê lá fora pulasse para dentro dela e a enchesse de cores!

Quão cinzento seu mundo lhe parece!

Era como se a vida, pouco a pouco, sumisse de dentro dela. Como se o prazer a tivesse abandonado e não restasse planos a traçar. Nada mais a acreditar, ninguém a esperar.

Os lábios molhados de outrora, secara. Úmidos apenas seus olhos e o caminho que as lágrimas traçam em seu rosto magro e marcado. Marcas dos que por ela passaram. Dos que se foram e não ficaram e dos que jamais serão apagados.

Ela sente que desaprende a viver. Que desacredita mais e mais neste mundo que não a pertence. Um mundo que ela tentou imitar, mas que já não sobram-lhe forças para continuar tentando.

Fechem as cortinas, apaguem as luzes e…

Nada de aplausos.

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