Arquivo da categoria ‘O Poeta É Um Fingidor.’

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Tempo, Tempo

01/10/2009

Meu amor vai fazer anos

Faz anos que não vejo meu amor

Meu amor partiu de mim

Partiu-me meu amor

Faz anos que partiu

Faz anos que partida me deixou.

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Será que meu sonho influi?

17/09/2009

Preciso de alguém que precise de alguém também.

Preciso que me queira como eu o quero.

Preciso do desejo em seus olhos e membro.

Preciso dos seus planos antes dos meus.

Preciso ver este menino, preciso de inspiração.

Preciso saber por que não.

Por que comigo não.

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O dia que te esqueci

11/09/2009

Eu não relembro o dia que decidi nem o que desisti de você

Não existe o registro

Não houve momento certo

Você foi me envolvendo

E depois fomos nos perdendo

Mas nunca tirei-o de dentro de mim

Apesar de não haver mais imagem sua

Nem o som da sua voz

Nem o cheiro da sua pele

Você esmaeceu em mim como suas fotos na minha gaveta

Nada mais há

Nem o amor, nem a dor, sequer a solidão do depois

Você existe apenas numa foto amarelada

e não dói.

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A Sorte de Um Amor Tranquilo

18/08/2009

espelhoVocê sussurou palavras doces em meu ouvido

E eu vislumbrei uma vida serena

Você, meu encanto, chegando sorrateiro e me envolvendo em seus longos braços

Iríamos dar risada, nos olhar languidamente e guardar a libido para horas mais tardias

Sentaríamos a falar do dia e tomar café enquanto o tempo escorreria mansamente ao nosso redor

E nada seria surpresa!

Toda a previsibilidade da nossa vida ficaria estampada nessa conversa alegre

E a monotonia, a repetição dos atos simples e afetuosos nos tornaria apaziguados

E dia após dia construiríamos um amor calmo desta vida esperável

E tudo que buscaríamos no outro seria a certeza de encontrar

E nos espelhar

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Ismália, torres e loucos.

19/04/2009

Sempre tive fascínio por loucos e por contos de fadas. Um dia li um poema que jamais minhas retinas apagarão:

Quando Ismália enlouqueceu,
Pôs-se na torre a sonhar…
Viu uma lua no céu,
Viu outra lua no mar.

No sonho em que se perdeu,
Banhou-se toda em luar…
Queria subir ao céu,
Queria descer ao mar…

E, no desvario seu,
Na torre pôs-se a cantar…
Estava perto do céu,
Estava longe do mar…

E como um anjo pendeu
As asas para voar…
Queria a lua do céu,
Queria a lua do mar…

As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par…
Sua alma subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar…

Este é o poema Ismália de Alphonsus de Guimaraens.

Você pode perguntar: onde está o conto de fadas?

Na torre; aquela que abriga princesas à espera do seu amor eterno. Pelo menos até o “foram felizes para sempre”.

Tenho um plano que tentarei por em prática ainda este ano: quero fazer uma série de fotografias com torres e loucos.

Ismália está gravado em mim!

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Mal me quer?

02/04/2009

Bem me quer

Mal me quer?

Bem me quero

Bem te quero.

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Bem te quero

31/03/2009

bemmequerBem me quer.

Mal te quer?

Bem te quero!

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Bem me quer

31/03/2009

Há petálas arrancadas no caminho

Como a marcar a passagem por onde devemos

Arrancadas, pétalas não colam

Nunca mais pétalas em flor

Nunca mais flor

Nunca mais caminhos.

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A Vista Da Torre

30/10/2007

torre1.jpg

Na torre encantada do palácio em meio ao pântano

Havia uma princesa solitária e linda

A princesa tudo enxergava

A todos

Seus olhos atravessavam enormes campos

Seu olhar podia penetrar

A todos

Era alta sua torre

Tão alta, que dela podia avistar o além horizonte

Tudo sabia a solitária e linda

Princesa que tudo avistava

Tudo tão distante e tão lindo

Tão assustador o mundo visto

Do ângulo que tudo avista

E contempla

Um mundo não vivido

Mas contemplado

Da alta torre que a vista tudo avista

Quem ousaria aproximar-se da torre

Tudo avista e tudo sabe

A torre que acolhe a princesa que nada vive

Tudo avista

E admira a vida contemplada

E contempla admirada a vida não vivida

Quem admira a vida

E vive o que contempla

Ousaria aproximar-se da admirada

Princesa que contempla

De além montanhas e muralhas

Do alto da torre que tudo avista

Vencer o pântano e montanhas

Subir muralhas que a vista esconde

A visão para a admirada princesa

Que tudo avista

Como chegar à bela solidão da princesa

Como enfrentar o dragão que a protege

De viver a vida avistada

A coragem de viver e a ousadia de ver

Levariam o príncipe a avistar a admirada

Princesa que leva em seu coração a vida avistada

E pegar a única arma que imobiliza

O dragão que a protege de viver a vida admirada

No coração da princesa solitária

A arma que lhe trará à vida

Quem ousar tocar o coração da bela

A trará para a vida que admira

E a terá admirada e amada

E a princesa admirará

A vida que avistava

E amará o corajoso príncipe

Que ousou tira-la da torre

Para viver o que avistava.

Suze

03/10/06