O que me leva à escrever não é o saber exarcebado, a técnica apurada ou a necessidade de que outros me conheçam. A emoção me remete às palavras! O “start” para que os sentimentos aflorem pode ser uma música, um filme (sim, sempre os filmes!) ou até mesmo a leitura de um blog. Hoje um blog quase me leva às lágrimas e me empurrou à escrita. Não é um blog comum, mas sim o de uma pessoa que, além do apurado saber gramatical, possui sensibilidade e arte na lida com as palavras.
Chega a ser estranho uma estranha no mundo real me parecer tão íntima! A leitura do seu blog foi fazendo com que, aos poucos, eu admirasse essa garota que parece um ser iluminado e ímpar. Agora, na sua fase gestacional, a duplicidade de pessoas dentro de uma parece ter multiplicado sua sensibilidade. Concluí: pessoas podem crescer em progressão aritmética, mas sentimentos, com certeza, crescem em progressão geométrica.
Lendo sobre bracinhos, cabecinha, pezinhos… me peguei com vontade de “maternar” (adoro criar palavras) outra vez. É lindo pegar um projetinho no colo! Sou mãe de garotão de 10 anos e sempre me emociono quando ele me chama Mamãe.
Estou vivendo uma fase em que a maternidade tem me rondado, apesar de não estar mais na idade de engravidar (tampouco minhas amigas). São histórias de adoção (muitas) e gravidez de conhecidas.
Não consigo me ver outra vez grávida e envolvida com fraldas, mamadeiras, choros noturnos… Será que o que separei para doar ao outro reduziu-se? Porém vivo uma relação um pouco afastada da curva da normalidade e o meu escolhido nunca viveu a experiência da paternidade. Sei que este fato me leva a estar mais próxima dos barrigões. Que medo!
A garota do blog que citei acima nem sabe que eu existo, mas gostaria de dizer para ela que, com certeza ela é, com exceção da extensa prole, a maior conquista da vida do seu parceiro (olhe que nesta lista estão incluídos todos os títulos ganhos no futebol e os prêmios de melhor preparador físico do ano).
Conheço esta garota blogueira e seus embates com a balança, sua luta por um amor que, aos olhos dos outros, pertencia a um outro alguém, seu retorno à faculdade (como estudante), seu enorme carisma com os alunos e diversas qualidades que deixariam uma capa de Vogue Internacional babando de inveja. Esta blogueira é uma verdadeira mulher! Guerreira, disciplinada, doce, inteligente, culta, sensível, amável… Quem não quer uma mulher assim ao lado?
Quando eu crescer quero ser igualzinha a ela.

